quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Contorno cosmético
Caso inicial. Vejam as alterações de forma, ponto de contato e ameias incisais, que se encontram muito fechadas. Além disso, no tratamento de contorno cosmético do sorriso, ainda realizam-se modificações nas áreas de reflexão e dispersão de luz. Sendo assim, fez-se a análise dos desgastes conservadores nas regiões a serem tratadas.
Notem em vistas laterais, o planejamento dos desgastes no modelo de gesso.
Desgastes sendo realizados com pontas diamantadas e discos abrasivos.
Inicial x final. Notem a harmonia e estética que foram devolvidos ao sorriso da paciente.
Inicial x Final. Notem que nenhuma restauração foi realizada no tratamento remodelador cosmético.
Notem em vistas laterais, o planejamento dos desgastes no modelo de gesso.
Desgastes sendo realizados com pontas diamantadas e discos abrasivos.
Inicial x final. Notem a harmonia e estética que foram devolvidos ao sorriso da paciente.
Inicial x Final. Notem que nenhuma restauração foi realizada no tratamento remodelador cosmético.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Entrevista: Victor Clavijo
Victor
Clavijo concluiu sua graduação em Odontologia pela Universidade Paulista em
2002, em seguida iniciou sua especialização em Dentística Restauradora sendo finalizada em 2004 que
deu-se continuidade sua trajetória acadêmica realizando Mestrado e Doutorado em
Dentistica pela Universidade Estadual Paulista UNESP Araraquara concluído em
2011. Nesse tempo de pós graduação também realizou especialização em Implantes
para dar suporte a sua formação na área restauradora. Atualmente divide sua atividade
entre consultório particular em Indaiatuba, Rio de Janeito com Dr. Mário
Groisman e com o grupo Implante Perio em São Paulo além de semestralmente
realizar parte do Grupo Conexão Brasil - Bélgica junto ao renomado Dr. Eric Van
Dooren.
Victor
ministra cursos no Brasil e alguns países da America Latina, faz parte do grupo
de professores do Instituto Implante Perio em São Paulo e possui um curso de
módulos denominado Visão Restauradora junto ao Dr. William Kabback, formando o
grupo Estética Restauradora.
Já
publicou mais 40 artigos nas principais revistas nacionais e internacionais,
todos com ênfase em técnicas para o dia-dia da clínica restauradora.
1-
Para você, qual a grande tendência de
odontologia estética hoje?
Acredito
que a tendência da odontologia estética seja voltar a ideia de clínica geral ou
clínica integrada, ou seja, ser uma odontologia interdisciplinar, quebrando
paradigmas onde estética seja somente porcelanas, pinos, resinas, e sim enxergar em um contexto geral e não
somente dentes. Tratar o paciente como um todo desde os músculos da face até os
dentes. Portanto passo o seguinte recado aos nossos colegas: antes de pensarem
em alguma especialização em estética, façam cursos de diversas disciplinas...
ampliem seu conhecimento e somente depois entre afundo em uma área específica.
2-
Como que você vê a interdisciplinaridade na
odontologia estética? Ela é imprescindível?
Com
certeza hoje a odontologia estética, como disse acima, é uma clínica geral
moderna, onde o clínico tem que estar atento a todas as possiblidades de
tratamento da ortodontia a reabilitação oral, uma vez que acessibilidade as
técnicas bem como os materiais são mais fáceis.
Hoje, portanto, podemos melhorar a qualidade do nosso tratamento ao
paciente, deixando-o cada vez mais minimamente invasivo através da união das
disciplinas. Sugiro como exemplo meu artigo publicado na Revista QDT 2012, onde
foi realizado um tratamento com ortodontia, periodontia, implantodontia,
prótese sobre implante e dentísitica restauradora, realizando-se uma
reabilitação estética do sorriso sem nenhum desgaste da estrutura dental
remanescente.
3-
Você é um profissional que preza muito pela
beleza da documentação dos seus casos. Em que patamar a fotografia deve estar
em um planejamento estético?
Gosto
de fotografia, pois é com ela que aprendo todos os dias, onde observo meus
erros e acertos. O congelamento da imagem para o planejamento é imprescindível
uma vez que você pode observar detalhes com mais tempo e de diferentes ângulos.
Sei que é difícil mudar paradigmas antigos e incluir a documentação fotográfica
inicial na primeira consulta, porém quem aprende a planejar com fotografias
juntamente com modelos, realiza um tratamento mais organizado, detalhado e com
certeza muito mais previsível. Ou seja, a fotografia no planejamento estético
deve estar em primeiro plano aliado se possível a analise D.S.D, idealizado
pelo nosso amigo Christian Coachman e Marcelo Calamita, que também possuem um
excelente artigo na Revista QDT 2012.
4-
Qual o melhor protocolo de cimentação para a
cimentação de restaurações cerâmicas em zircônia? Existe um protocolo ideal?
A
literatura busca evidências e condicionamentos dia a dia, porém através de
comunicação pessoal com Professor Sillas da USC- EUA, utilizo um
condicionamento da estrutura com ultrassom por 5 minutos para limpeza de
resíduos internos, seguido de aplicação de metal/zircônia primer zircônia, uma
fina camada de adesivo com fotopolimerização por 20 segundo e a utilização do
cimento resinoso U-100 3M ESPE. Existem vários protocolos porém utilizo o
descrito acima.
5-
Qual a durabilidade de um tratamento com
fragmentos cerâmicos? Esse tratamento restaurador tem longevidade clínica
considerável?
Fragmentos
cerâmicos?! Cada vez mais no ``modismo odontológico``! O conhecimento sobre
esta técnica obtive através de excelentes professores e com certeza um dos
primeiros a realizarem esta técnica há uns 14 anos atrás, os Drs. Marcelo
Kyrillos e Marcelo Moreira. A longevidade desses fragmentos que posso salientar
foi através de casos acompanhados juntamente a eles, onde foi observado longevidade
clínica de 10 anos, porém com alguns casos com manchamento da linha de união
bem como a diferença de cor do dente natural com o fragmento cerâmico. Com
certeza é uma realidade clínica, porém com suas indicações, o quê observo hoje
são muitas pessoas divulgando a técnica sem ter experiência nem uma sequência
de casos, influenciando assim outros clínicos a realizarem, porém esquecendo
que confeccionar e colar é bem mais simples do que um dia ter remover! Para
criar e colar o fragmento cerâmico é minimamente invasivo, mas para remove-los
acredito que não seja.
6-
Para restaurações de classe IV: Fazer ou não o
bisel?
Hoje
acompanhando casos com longevidade de 2 a 8 anos com resina compostas
juntamente com meu parceiro William Kabbach, observamos que em restaurações que
realizamos bisel obtivemos em grande porcentagem margens mais estáveis do que
restaurações onde não os realizamos, portanto acredito que um mínimo bisel deve
ser realizado para ter uma restauração com maior longevidade e consequentemente
melhor comportamento estético.
7-
Para você, qual o tratamento restaurador
estético mais difícil de se realizar?
Na
minha opinião, o tratamento estético mais difícil de se realizar é o
planejamento estético e a sequência de tratamento, pois uma vez que estes são
bem realizados a parte prática se torna mais previsível. Quanto a técnica,
acredito que realizar excelentes restaurações em resina composta totalmente
imperceptíveis a visão natural seria o mais difícil, uma vez que fotografia
para cursos, revistas ainda mais com luzes rebatidas mascaram a realidade do
dia a dia de muitos formadores de opinião, consequentemente iludindo os
clínicos.
Difícil
pergunta! Dentistas me espelho em muitos... Desde aos que mudaram os paradigmas
a alguns anos atrás, como o prof. Baratieri, Kina, Hirata, Scopin, Paulo Kano a parceiros de hoje
Joly, Paulo Fernando, Robert, Eric Van Dooren, Marcelo Calamita, Cristian Coachman,
Marcelo Moreira , Marcelo Kyrillos, Mario Groisman, William Kabbach e Fabio Fujiy entre outros. Quanto a técnicos
com certeza meus parceiros Rodrigo Monsano, Leonardo Bocabella, Murilo Calgaro,
Luis alves Ferreira e Marcos Celestrino.
Entrevista realizada por Eduardo Souza Junior
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Remodelação cosmética com resina composta
Fotografia inicial. Notem o diastema entre os incisivos centrais, além de alterações morfológicas, especialmente no terço incisal. Nota-se ainda a durabilidade do tratamento de colagem de fragmentos, também nos centrais.
Condicionamento ácido da região a ser reanatomizada
Aplicação de sistema adesivo Tetric-N-Bond (Ivoclar Vivadent)
Remodelação cosmética com resina Charisma Opal (Hereaus Kulzer). Caso finalizado.
Estética e função devolvidos aos incisivos centrais superiores.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Entrevista: Luis Gustavo Albino
|
|
Pós-graduado em Endodontia
Especialista e Mestre em Dentística - UNG
Prof. Departamento de Dentística da Universidade Guarulhos - UNG
Prof. Coordenador de Morfologia aplicada - UNG
Prof. Curso de Estética APCD- Saúde
Prof. Coordenador do Curso de Estética Avançada do Ateliê Dr. Luis Gustavo
Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética
Membro da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica
1-
Qual a grande tendência de odontologia estética
hoje?
Creio que a
grande Tendência da Odontologia é cuidar da saúde do seu Paciente e isso se
aplica a Odontologia Estética também, conhecer, saber indicar e utilizar as
diversas especialidades na otimização do resultado final é fundamental para o
sucesso do tratamento, ser o mais conservador possível e preservar ao máximo a
estrutura dental sadia deve estar permeado em nossos atos. Acredito muito que o planejamento aliado à previsibilidade, estudo e ética profissional são os princípios lógicos para a chave
do sucesso. Hoje investimos muito na individualização de cada caso clínico,
tentando suprir ao máximo todos os anseios de nossos pacientes. Na nossa
concepção o que rege as tendências da Odontologia Estética é a busca sempre do
melhor, é se superar a cada caso é ver o brilho nos olhos de nossos pacientes e
dizer “Hoje fiz o meu Melhor”; para isso é fundamental estarmos vinculados a
cursos, a revistas científicas, ter foça de vontade e principalmente paciência
para a vida. Seria tendencioso em falar faça Resina ou faça Cerâmica, na verdade faço o que for melhor para o
paciente, embasado em um minucioso Planejamento Clínico.
2-
Existe um kit de resina ideal?
Procuro sempre que
possível, entre Universidade, Clínica e Cursos, ler muitos artigos sobre resina
composta. Considero a resina um dos materiais mais difíceis de se manipular e acho
que posso extrair dela o máximo que ela pode me proporcionar, mas acredito
fielmente que um sistema de resina composta não é capaz de suprir todas as
necessidades clinicas. O que observo é que cada resina tem suas
particularidades. Perpetuo
minha concepção com um livro clássico de dois dos maiores restauradores que acompanho, Didier Dietschi & Roberto
Spreafico, onde dizem que nunca vai existir um sistema restaurador ideal que
supra todas as necessidades do Clinico Geral. O que posso afirmar é que em 100%
dos meus casos clínicos finalizo com uma resina nanoparticulada, devido a sua
grande esculpibilidade e ao polimento fantástico que nos proporciona.
3-
Para dentes posteriores, o que você acha da
“técnica do carimbo”?
A Técnica do “Carimbo”
é muito interessante, eu vi essa técnica pela primeira vez no ultimo congresso
da Revista Clinica, na palestra brilhante do Prof. Edson Araujo, que demostrou
em vídeo, o passo a passo. Quando cheguei à Universidade a qual faço parte do
Departamento de Dentística, comecei a procurar alunos para testar se realmente
aquela técnica funcionava , o que posso adiantar é que depois de 3 tentativas
consegui um resultado perfeito com quase “zero” de ajuste oclusal. Hoje depois de ter feito mais de 10
casos, o que observo é que todos eles sem exceção estão em perfeito estado.
Entretanto ressalto que a técnica restauradora, propriamente dita, é apenas uma
das fases críticas do processo restaurador. A sensibilidade de desenvolver um
caso clínico duradouro deve sempre estar ligado a todos os passos
interdependentes por qual passamos, desde a anestesia ate o polimento final.
Infelizmente observamos que a venda indiscriminada de restaurações em resina
composta sem o mínimo de conhecimento eleva a taxa de insucesso clínico
colocando em” xeque” o operador e o material.
4-
Quais os princípios básicos para a análise
estética do sorriso?
Bom, a análise do
sorriso é totalmente dependente da análise facial uma vez que dependemos de um
mínimo de beleza estrutural para denotar a qualidade do resultado final de
nossa composição estética. Portanto identificar algum tipo de assimetria facial
é identificar que o caso esta comprometido. Tomaremos por base que um paciente
chegue à nossa clínica para reabilitarmos somente o sorriso, visto que não
apresenta nenhuma discrepância facial, o que realmente analisamos é: Tecido Gengival, relação dentolabial, relação
dental e por fim um estudo de cores detalhados. Mas ressalto que, para tal,
necessitamos de um material imprescindível para o Cirurgião Reabilitador
Estético, Uma maquina Fotográfica Profissional
com tomadas específicas que nos elevarão a taxa de sucesso final.
5-
Você utiliza pigmentos nas suas restaurações de
resina composta. Eles são fundamentais para alcançar alta estética com resinas
compostas?
Quando nos
referimos a dentes posteriores há controvérsias. Já tive que refazer
restaurações por pacientes que não gostaram da pigmentação dos sulcos. Acho
fundamental para a clínica diária que esse processo seja muito bem discutido
com o paciente assim evitamos problemas futuros.
Já quando nos
referimos a dentes Anteriores, conseguimos otimizar alguns casos clínicos com
pigmentos intrínsecos principalmente quando não temos espaços para trabalharmos
com resinas de esmalte acromáticos, nesse ponto vou um pouco mais a fundo, os
pigmentos são fundamentais e me proporcionam preservar estrutura dental sadia.
Tenho aceitação em 100% dos meus casos.
6-
O mock-up é indispensável para reabilitações
estéticas dos dentes anteriores? Como você faz o mock-up estético?
Quando comecei a
realizar restaurações de dentes anteriores, tínha que fazer todo o trabalho à mão livre. Hoje, com a
evolução da técnica, nos privilegiamos de obter um guia através de um
processo pré- restaurador chamado de Enceramento Diagnóstico, mas a evolução
foi além e começamos então a levar esse enceramento para a boca com uma técnica simples
e eficiente . Com o aumento da demanda de restaurações estéticas com
resina composta direta, eu e minha equipe criamos um protocolo de trabalho o
qual consideramos ser imprescindível. Envolvido
nesse protocolo está o Mock up. Não
fazemos mais nenhum caso sem a prova do enceramento e a aprovação do Paciente.
Compilamos o maior numero de dados possíveis até o ato operatório. Acredito que
assim evitamos intercorrências durante nosso trabalho. Todavia, esse simples e
eficaz procedimento engloba uma serie de passos envolvendo a moldagem com
silicone de adição, obtenção de um modelo de trabalho sem stress e totalmente
fidedigno. Ainda na mesma sessão faço o registro de mordida e protocolo fotográfico incluindo cabeça e
pescoço. Enviamos o máximo de dados possíveis ao Técnico em Prótese Dentária
para a realização do enceramento diagnóstico, pós confecção do enceramento. Com
um silicone de condensação moldamos o
enceramento e obtemos a matriz. Na mesma sessão afastamos e protegemos o tecido
gengival com fio afastador 000 e isolamos os dentes, a serem tratados, com vaselina sólida.
Finalizando o processo, aplicamos a resina
Bis-acrilica na matriz e levamos em posição na cavidade oral. Passado o
tempo de reação de presa, removemos a matriz e todos o excesso . O mais
importante em nosso procedimento é deixar o paciente à vontade frente ao
espelho por 5 minutos assim ele decide se deve aceitara as mudanças ou não.
7-
O que o clínico geral precisa saber para
realizar restaurações em dentes anteriores com estética satisfatória?
É importante que o
clínico se conscientize que para oferecer um tratamento elaborado ao paciente. Este precisa se atualizar, se permitir conhecer novas técnica treinar em
bancada e, principalmente, persistir. Dentes anteriores de composição ou o
Cirurgião ganha o paciente ou ele perde o paciente. Essa carga de
responsabilidade nos leva a tentar atingir a excelência, pois trabalhamos no
“fio da navalha’’ e nosso compromisso é poder oferecer um trabalho de
ponta.
8-
Você tem algum dentista que trabalhe com resina
composta e que te inspira?
Muitos me inspiram em
12 anos de profissão nunca vi um Cirurgião Dentista com tanto conhecimento
técnico e teórico que nem o Prof. Sidney Kina, o qual tive o prazer de conhecer. Além dele, o Roberto Spreafico, Didier Dietschi, Claudio Pinho (o qual tive a oportunidade de
fazer um curso excepcional), Newton Fahl , Pascal Magne, Ronaldo Hirata. E eu ainda não
poderia deixar de ressaltar o grande pai de todos o Prof. Luiz Narciso
Baratieri. Me inspiro também nos grandes ceramistas, como o Paulo Battistella, Alberto Calazans, Marcos Celestrino, Michel
Magne, Murilo Calgaro! Enfim, sempre procuro me apoiar nos melhores,
porque um dia quero ser um deles.
Entrevista realizada por Eduardo Souza Junior
quinta-feira, 12 de abril de 2012
LEDs para fotoativação: o que há de novo?
Desde que foram criados para substituir os aparelhos de lâmpada halógena, os LEDs passaram por grandes mudanças. Os primeiros LEDs (1° Geração) possuiam uma irradiância baixíssima (em torno de 150 mW/cm2), e havia a necessidade da utilização de vários LEDs dentro do mesmo aparelho. No entanto, as pesquisas mostravam que os aparelhos de lâmpada halógena (QTH) ainda eram melhores que os LEDs de 1° Geração. Sendo assim, os LEDs de 2° Geração foram desenvolvidos, alcançando-se uma irradiância alta, semelhante aos aparelhos QTH, possuindo poucos LEDs no interior do aparelho. Mas ainda assim, tem-se questionado a eficiência de polimerização desses LEDs de 2° Geração para alguns materiais resinosos, especialmente resinas para dentes clareados e resinas de efeito e alguns cimentos resinosos, como o Panavia F (Kuraray). Isso ocorre porque os LEDs de 2° Geração possuem o espectro de emissão luminosa exclusivamente para ativar a canforoquinona, que é o fotoiniciador mais presente nos materiais à base de resina. Porém, algumas empresas utilizam outros fotoiniciadores além da canforoquinona, como o PPD e o TPO, que não são bem excitados pelo LED de 2° Geração. Com isso, houve a necessidade de se desenvolver LEDs que tivessem um pico de luz que atingisse esses fotoiniciadores. São os novos LEDs de 3° Geração. Esses aparelhos possuem 2 picos de emissão de luz: um para a canforoquinona e outro para os fotoiniciadores no espectro luminoso ultra-violeta. Isso faz com que haja uma tendência de mercado, em substituição definitiva dos aparelhos de lâmpada halógena pelos "super-poderosos" LEDs de 3° Geração. Ainda assim, deve-se sempre ler a bula do material resinoso em questão e utilizar de ciência, para uma correta fotoativação dos materiais resinosos. No Brasil, o único LED de 3° Geração disponível para compra é o Bluepase G2. Lembrem-se: Para uma boa fotoativação, deve-se somar um bom aparelho fotoativador + proteção ocular com óculos laranja + limpeza dos restos de resina da ponteira da fonte de luz + boa manutenção regular dos aparelhos + ler a bula do material a ser fotoativado. E que venha a luz...
Os LEDs de 3° Geração hoje no mercado são:
-Bluephase G2 (Ivoclar Vivadent)
- VALO (Ultradent)
- Smartlite Max (Dentsply)
- G-Light (GC)

Os LEDs de 3° Geração hoje no mercado são:
-Bluephase G2 (Ivoclar Vivadent)
- VALO (Ultradent)
- Smartlite Max (Dentsply)
- G-Light (GC)

LEDs do Bluephase G2. Notem a disposição em quadrantes e que somente 1 dos 4 LEDs está emitindo luz Ultravioleta
Bluephase G2
VALO
Smartlite Max
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Entrevista: Ronaldo Hirata
Graduado em 1994 pela UFPR.
Especialista em dent. rest. UFPR em 1996
Mestre em materiais dentários PUC-RS em 2002
Doutor em dentística restauradora pela UERJ em 2008
Clínica privada desde 1995
Ministrante de cursos desde 1996
Professor de graduação de 1996 a 2006
Cursos ministrados no Brasil, America Latina, EUA, Europa
Editor chefe da revista DICAS
Autor do livro TIPS
Autor do livro TIPS
1-
Qual a grande tendência de odontologia estética
hoje?
Acredito que a tendência da odontologia estética seja
procedimentos cada vez mais conservadores, onde o esmalte dentário é o foco
principal. A valorização do selamento e adesão realizada neste esmalte é o que
mais chama atenção.
O segundo ponto que me parece bastante forte é a influência
do dissilicato de lítio nas indicações de cerâmicas bastante conservadoras e
com resistência adequada. A versatilidade atual do uso da cerâmica a base de
dissilicato é formidável.
A terceira acredito que tenha relação com os sistemas
adesivos, com clara tendência aos autocondicionantes, queria você ou não.
A quarta talvez seja direcionado a resinas compostas:
técnicas simplificadas de estratificação, com menos cores e variações serão a
rotina, sem a grande viagem blasé que passamos em outras fases.
2-
Quando você está na frente do público,
ministrando uma palestra, sempre espera-se uma ótima aula. Você se inspirou ou
se inspira em alguém?
Espelhar é difícil e negativo porque cada um deve encontrar
um estilo e forma de apresentação e comunicação, mas exemplos temos vários.
Dois deles que gosto muito de assistir são o prof. Baratieri e o prof. Kina.
Sempre é motivador e agradável sair de um curso deles, a sensação sempre é
positiva, e este é o sentido de se assistir alguém: sair motivado para
mudanças.
3-
Em relação às resinas compostas, qual a evolução
mais marcante na sua opinião desses materiais?
Vou ser sincero, ela é bem parecida hoje com o que era a 20
anos atrás. Olhe o Herculite (Kerr), você acha realmente que as resinas são
muito diferentes desta resina de vinte e poucos anos atrás?
4-
Como você desenvolveu sua habilidade de esculpir
tão bem com resinas compostas?
Tive sempre dificuldade com dentes posteriores e adquiri uma
obsessão por escultura, até um dia que tive um click vendo uma imagem de um
dente, e minha técnica mudou sensivelmente. Busquei sempre cursos para protéticos,
entre eles os de enceramento, e sempre observei muito técnicas e dentes. Acima
de tudo indico sempre buscar uma fonte inspiradora como o prof. Paulo Kano, o
mestre.
5-
Há um kit ideal de resina? Quais cores você
indicaria para um kit básico de resina composta?
Escolha uma marca de resina microhíbrida, nanohíbrida ou
nanoparticulada (Não importa) e compre:
A3, A2 e A1 dentina
A3, A2, A1 e dentes clareados esmalte
Uma resina de efeito incisal transparente (incisal ou
transparente)
Uma resina translúcida levemente esbranquiçada como por
exemplo PF (Vitalescence), trans 20 (Ivoclar vivadent), WE (Z-350 XT).
6-
Tem-se ouvido falar muito da técnica semi-direta
de restaurações em compósito. Há limite entre a utilização de onlay de resina
indireta e cerâmica?
Vejo um tendência de pequenos onlays e inlays serem
direcionados para resinas compostas devido a margem oclusal que ser deteriora
muito com sistemas cerâmicos, incluso dissilicato de lítio. Para grandes
overlays com certeza indicaria cerâmicas.
7-
Vejo nos seus cursos que você planeja a
escultura da resina na restauração visando uma boa distribuição de contatos
oclusais, evitando assim ajustes oclusais demasiados. Qual a importância desses
conceitos de oclusão na prática diária?
Esta é uma função da escultura:
direcionar contatos e ajuste oclusal, não para ser bonito. Os ajustes corretos
estabilizam posicionamento dental, equilibrando o sistema e evita a ocorrência
de contatos prematuros ou interferências oclusais.
8-
Para você, ainda há indicação de utilização de
resinas flow em restaurações em resina composta?
Uso muito em situações onde clinicamente a
resina composta restauradora tem dificuldade de adaptação clínica (veja, estou
falando de adaptação clínica e não contração). Acho admirável tantas pessoas
falarem e se preocuparem tanto em contração volumétrica de 3,5% ou 4% e
deixando buracos e falhas de adaptação na cavidade como tem acontecido. Temos
que aprender a adaptar a resina na cavidade, manipular corretamente. Parece
óbvio mas não é.
9-
O que você espera o futuro das restaurações de
resina composta?
Uma resina que seja passível de ser utilizada com maior
conversão de polimerização, mantendo mais polimento e com 6 cores somente.
Entrevista realizada por Eduardo Souza Junior
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)

















